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V Congreso Internacional do Doze

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Quinto Congresso Internacional do Doze

Liberty, Liberté, Libertad. De Filadélfia a Cádiz, o mundo hispânico na era das revoluções ocidentais. De 9 a 12 de março de 2009 na Faculdade de Filosofia e Letras, Universidade de Cádiz.

Quinto Congresso Internacional do Doze
Estampa da Revolução Atlântica

 

O "Quinto Congresso do Doze", dedicado a estabelecer as chaves do itinerário empreendido no final do século XVIII para a consecução da Liberdade, tem como finalidade contribuir a explicar os acontecimentos que rodeiam a Constituição de Cádiz no que diz respeito à Era das Revoluções. Portanto, este Congresso visa pesquisar a natureza das revoluções hispânicas no contexto mundial em que nasceram, sem pré-julgar seu caráter mimético ou frustrado, sua proximidade ou seu distanciamento de outros modelos.

Como é norma nos “Congressos do Doze”, será primado o caráter interdisciplinar, convidando, assim, palestrantes e comunicantes, a apresentar contribuições sobre as diferentes áreas do conhecimento: história, pensamento, literatura, arte, teoria política e constitucional. Para isso foram estabelecidas as seguintes linhas de trabalho, nas quais serão enquadrados os trabalhos do Congresso: 

    1. Revolução francesa vs. revolução afrancesada. A invasão francesa em 1808 é ao mesmo tempo uma invasão da revolução e da contra-revolução, a imposição de um modelo de transformação política que foi assumido como nacional por uma parte substancial das elites espanholas e recusado como anti-espanhol por outra. Nesta linha pretendemos analisar a complexa dialética entre a herança da revolução de 1789, a ordem napoleônica, o nacionalismo liberal de Cádiz e a contra-revolução absolutista.
      Palestrantes:
      Ignacio Fernández de Sarasola, U. de Oviedo
      Jean Baptiste Busaall, U. Paris XIII
    2. Revolução hispânica vs. revoluções atlânticas. Neste ponto gostaríamos de ressaltar o debate teórico sobre os modelos de revolução, a forma de estudá-los globalmente e os eixos de semelhança e de contraste entre os diversos casos, um ponto sobre o qual as diferentes escolas historiográficas têm escrito muito. A análise conjunta ou separada dos casos nacionais pode dar lugar a explicações muito diversas sobre os graus de consecução e as formas de desenvolvimento do processo encarnado na constituição de Cádiz.
      Palestrantes:
      Roberto Breña, El Colegio de México
      Txema Portillo, U. de Santiago de Compostela/ U. del País Vasco
    3. Mercantilismo vs. Liberalismo: do protecionismo estatal à liberdade de empresa. As revoluções implicam também –e ao mesmo tempo são sua conseqüência– numa transformação das estruturas econômicas e das idéias sobre o dinheiro, o comércio, a fiscalização e a riqueza. Por outra parte, as relações comerciais, os subsídios e empréstimos entre aliados, a arrecadação de impostos ocupam um lugar central na economia de guerra de Espanha, nas reformas econômicas impulsionadas pelo liberalismo, nas relações entre Igreja e Estado, entre a metrópole e América, entre Espanha e seus aliados.
      Palestrantes:
      Matilde Souto. Instituto Moura, México
      Pedro Pérez Herrero, U. de Alcalá de Henares
    4. Nova ordem internacional: revolução e política exterior. As revoluções deste pe-ríodo justificam ao mesmo tempo um auge do internacionalismo revolucionário e um acordar do nacionalismo em cada país. Questiona-se a ordem colonial e a distribuição geoestratégica do mundo, altera-se a hierarquia das potências e são questionadas as fronteiras e as unidades políticas preexistentes, bem como são alteradas as alianças internacionais e aparecem novos atores e novas forças no tabuleiro das nações.
      Palestrantes:
      Juan Carlos Pereira, U. Complutense de Madrid
      Antonio Gaztambide Géigel, U. de Puerto Rico
    5. Do saque do patrimônio ao patrimônio nacional. As guerras e revoluções deste período tiveram um papel essencial não só na destruição do patrimônio artístico, como também no seu conhecimento público, na sua internacionalização e no surgimento de uma rede de coleções, museus e fluxos de intercâmbio entre paí-ses que estão na base da transformação estrutural da função e do desfrute da arte na Europa Moderna. Desde os saques dos exércitos franceses à exclaustração e à desamortização, passando pela transformação das coleções régias em patrimô-nios nacionais e o auge do colecionismo público e privado, o primeiro terço do século XIX coloca a Espanha num lugar diferente no panorama da arte européia.
      Palestrantes:
      Mª Dolores Antigüidade, UNED
      Isadora Rose de Velho, Hispanic Society of America
    6. Casticismo vs. Cosmopolitismo: a revolução da vida cotidiana. A crise do Antigo Regime é também uma crise de hábitos, usos e costumes, da forma de vestir, dos signos do status social, etc. O abandono de casacas ou perucas em favor dos fraques e as gravatas, a criação de novas formas de sociabilidade, a mudança nos padrões de consumo ou uma diferente concepção do tempo e do lazer, dos prazeres ou do espaço público, foram vários os efeitos da revolução, que vem acelerar e a submeter à crise todo o processo de mudança de costumes do século XVIII que tão bem se reflete, por exemplo, na literatura satírica sobre majos e petimetres. É também um dos pontos em que é manifestada a dicotomia entre o próprio e o alheio, entre o nacionalismo e o cosmopolitismo, que acompanha as conflitantes relações entre diferentes culturas e países.
      Palestrantes:
      Carlos Reyero, U. Autônoma de Madrid
      Pegerto Saavedra, U. de Santiago de Compostela
    7. Palimpsestos para uma literatura sem pátria: Uma parte importante da interrelação entre os diferentes processos nacionais tem que ver com o fluxo de textos que enlaça a transmissão das idéias e os discursos entre um país e outro mediante traduções, transvazes, paródias, contrafacta, imitações... É o sintoma mais evidente que foi tomado para rastrear as impressões de umas revoluções sobre outras. Com esta linha queremos reformular o eco sobre Cádiz dos textos e discursos europeus, como parte da construção da revolução espanhola, mas também os ecos dos textos de Cádiz sobre outros países europeus e sobre Hispano-américa.
      Palestrantes:
      Francisco Lafarga, U. de Barcelona
      Phillip Deacon, U. Sheffield

Comunicações

No marco de cada conferência serão aceitas no máximo SEIS comunicações que tratarão necessariamente a linha temática estabelecida em cada caso, selecionadas pelo comitê científico e assessor.

A proposta de comunicação se apresentará em formato A4, com espaçamento simples e com uma extensão mínima de 2.800 carateres, em folha aparte deve-se incluir um mínimo de sete de referências bibliográficas, e tudo isso deverá ir acompanhado de uma folha na qual conste o título, nome do autor ou autores, endereço, telefone, cidade, estado e correio eletrônico, bem como sua situação acadêmica ou profissional, nome da instituição à qual pertence e um breve currículo.

O prazo para enviar a proposta de comunicação, que poderá ser feita por correio eletrônico, finaliza no dia 20 de janeiro de 2009.

A Comissão Científica do Congresso selecionará as comunicações forem consideradas de maior qualidade e que melhor se ajustarem às linhas temáticas da Convocatória, respondendo, mediante correio eletrônico, antes de 30 de janeiro. Os comunicantes estão isentos do pagamento da taxa de inscrição.

As propostas de comunicação deverão ser enviadas aos seguintes e-mails: alberto.ramos@uca.es; alberto.romero@uca.es

Informamos que toda a correspondência entre a organização do Congresso e os comunicantes se fará mediante correio eletrônico.

Organiza:

  • Universidade de Cádiz. Vice-reitorado de Extensão Universitária

Patrocinam:

  • Consórcio 1812-2012
  • Prefeitura de Cádiz
  • Diputación Estadual de Cádiz

Colaboram:

  • Prefeitura de San Fernando
  • Fundação Centro de Estudos Constitucionais 1812.